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BRASIL PODE TER COLAPSO NA LIMPEZA URBANA

19/12/2016



No mês de dezembro fomos informados da situação alarmante dos débitos dos municípios brasileiros com as empresas de limpeza urbana no Brasil. Segundo estudos realizados pela ABRELP – Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Publica e Resíduos Especiais e o SELURB –Sindicato Nacional das Empresas  de Limpeza Urbana, até o fim deste ano o índice de inadimplência das prefeituras das capitais que possuem contratos com as empresas prestadoras desses  serviços chegará aos alarmantes 40%. Segundo a mesma pesquisa  100% das empresas do setor já sofreram com a inadimplência das prefeituras neste ano.

 

A Fenascon, por meio de suas entidades filiadas,  tem acompanhado as paralizações na Limpeza Urbana nas capitais e em vários municípios como São Paulo, Curitiba, Guarujá, Cubatão, São Vicente, Campo Grande/MT por falta de pagamento de faturas. O trabalhador não pode pagar essa conta. Em novembro o SIEMACO-SP conseguiu evitar a demissão de mais de 3.000 trabalhadores em decorrência do corte de mais de 40 milhões para o pagamento dos serviços de varrição na cidade. Mas com a aprovação no ultimo dia 16 do corte de mais de R$ 81 milhões no orçamento municipal, referentes aos serviços de varrição e coleta, a saúde, organização, limpeza e o bem-estar dos munícipes estarão em risco.

 

Até hoje cerca de 9 mil trabalhadores perderam seus empregos por conta dessa situação. Segundo o SELURB as dívidas dos municípios com as empresas, segundo projeções, chegará a 10 bilhões de reais e consequentemente a demissão de mais 30 mil trabalhadores em todo o brasil.

 

Não há como investir em tecnologias para melhorar os serviços de limpeza e principalmente, não será possível alcançar as metas estipuladas pelo Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Ainda existem no Brasil mais de 80 milhões de pessoas sem acesso e tratamento e destinação adequada de resíduos. Contaminação de lençóis freáticos, aumento dos casos de infecção por vetores, são riscos diluídos que em longo prazo criará uma um único grande problema, epidemias.

 

 

Além dos reflexos sociais dessas demissões, os riscos para a saúde pública e ambiental são eminentes. O problema é que a má gestão e o corte de investimentos em uma área tão fundamental vai fazer a conta voltar para quem começou o problema, o estado, que através do seu sistema desumano de saúde não dará conta de controlar tal situação. Precisamos agir, não podemos e não vamos pagar essa conta! 

 

Por Simone Rocha

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