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Sindicato apoia ação do prefeito e buscará no diálogo a valorização da categoria representada

02/01/2017



Há mais de meio século lutando pela categoria da limpeza e áreas verdes, o Siemaco esteve representado em cada trabalhador que foi homenageado pelos gestores municipais na manhã dessa segunda (2). O presidente Moacyr Pereira observava de perto os discursos, as ações e foi reconhecido pelos trabalhadores, que o procuravam para saber um pouco mais sobre a iniciativa do prefeito de São Paulo, João Doria..

“Sempre buscamos a visibilidade do trabalhador da limpeza e hoje não apenas a capital paulista mas o mundo inteiro terá a oportunidade de ver a importância dessa atividade”, salientou o presidente do sindicato. Apesar de considerar a ação do prefeito importante ao colocar foco na atividade da Limpeza Urbana, Moacyr prefere esperar um pouco mais e analisar os resultados práticos do programa Cidade Limpa.

Para ele, o fato de o prefeito ter se vestido de gari é positivo. Também gostou da homenagem que o João Doria fez aos profissionais ao apresentar o seu secretariado vestido de gari. Entende, entretando, que o reconhecimento real acontecerá com a valorização de fato e direito do trabalhador da limpeza urbana.

“Sempre buscamos garantir a visibilidade das nossas categorias. Hoje, de alguma forma, os garis ganharam prestígio, mas eu ainda me preocupo com as condições de trabalho nas ruas e a empregabilidade”, disse Moacyr.

Os resíduos aumentam na proporção inversa à empregabilidade

O aumento da quantidade dos resíduos sólidos gerado em relação ao número de profissionais da Limpeza Urbana é uma equação desproporcional e que não foi atualizada. Segundo Moacyr, em 1996, eram gerados 12 mil toneladas de lixo diários na cidade enquanto hoje são mais de 20 mil. Ou seja, os garis estão trabalhando mais.

Em outubro passado, o Siemaco atingiu índices históricos como o sindicato que conseguiu o melhor acordo coletivo, com aumento acima da inflação, e benefícios indiretos. Também, reverteu a demissão dos varredores ao negociar com o antigo prefeito, Fernando Haddad, e as empresas. Os desafios, entretanto, são constantes.

Para Moacyr, apesar da intenção da nova gestão ser boa, ele espera os resultados práticos. Anseia, também, por investimentos em educação ambiental.

“Ainda geramos muito lixo no Brasil. É preciso uma mudança de atitude por parte da população, que tem de se conscientizar sobre o valor dos resíduos, a importância da reciclagem, aprender o descarte correto e valorizar o profissional da limpeza como agente ambiental. “É urgente uma mudança cultural”, enfatizou.

Ao lado dos diretores Silvana Souza e Elmo Nicácio (Lagoa), Moacyr conversou com o prefeito João Doria, o vice-prefeito Bruno Covas, alguns dentre os secretários e os empresários do setor. A cada momento ele era abordado pelos trabalhadores, que vêem no sindicato a autoridade que lhes dá voz. 

Recordando histórias vividas, ouvindo sugestões e reclamações, partilhando angústias e desafios, mas sobretudo chamando os trabalhadores pelos seus nomes, Moacyr sabe que o real valor de um sindicato é ser reconhecido. A representação acontece no dia a dia, gerando a confiança e o respaldo tão necessários para as ações sindicais.

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